Internet das Coisas (IoT): a junção do mundo físico com o digital

“Nós humanos sempre fomos adeptos a colocar nossa mente e habilidades nos objetos que usamos, quase que como uma extensão da nossa consciência.”
Andy Stanford-Clark, engenheiro na IBM e um dos idalizadores da Internet das Coisas.

Todo objeto que emite e recebe sinal, estando conectado por wifi ou bluetooth a uma rede, entra na categoria de Internet das Coisas (IoT).

Já vimos um pouco desta teoria quando falamos de Sistemas ciber-físicos. Neste texto falaremos somente de IoT:

  • O que é?
  • Como surgiu?
  • Dados: os frutos desta árvore
  • Aplicações

Para que as coisas façam sentido mais facilmente, vamos voltar um pouco no tempo.  

Pergunta:

Antes da internet, como nos comunicávamos?
Alguém lembra dos correios (haja vista, em tempos de hoje, os correios entram em greve, e só notamos se fizemos uso de algum Market Place, etc)?

Num passado não muito distante:

Antes da internet:

  1. Papel, caneta e vamos escrever! Um papel, sem cópia, sem registros, somente informações compartilhadas. O único HD que tinha este registro, era a cabeça;
  2. Ir no correio e postar o envelope;
  3. O correio despachava por vias terrestres ou aéreas.

Com internet:

  1. Digitar, eis o único contato físico neste processo;
  2. Teor da mensagem digitado, em ambiente virtual;
  3. Com um comando, esta informação viajará por fibras ópticas, redes, cabos, ondas, antenas;
  4. Chegará em segundos e não terá toque humano.

Este raciocínio é interessante, porque neste processo há uma zona de transição, na forma de se relacionar com a tecnologia, já que ela chegou para ficar.

O que é Internet das Coisas?

É a capacidade de um objeto se relacionar com outros objetos e o meio.

Como assim?

Quando objetos físicos, possuem sensores inteligentes e são dotados de um software que transmite informações para uma rede, e estão conectados entre si. Como se fossem realmente uma família, onde a troca de informações é constante. A este conjunto de características damos o nome de Internet das Coisas – IoT.

É um conceito capaz de mudar não só como nós vivemos, mas também como trabalhamos.

E o que seria a tal “coisa”?

Desde um relógio ou uma geladeira, até carros, máquinas, computadores e smartphones. Qualquer coisa, teoricamente, pode entrar para o mundo da Internet das Coisas.

Como surgiu, de verdade, a Internet das Coisas?

Esta história começa na década de 90, quando uma empresa inglesa começou a utilizar cartões fidelidades que vinham com um pequeno chip. Este chip, por sua vez, operava com uma de radiofrequência, transmitindo informações de dispensando um meio físico, como, cartões e leitoras.

No final desta década (1990), a P&G através de seu funcionário Kevin Ashton foi “apresentada” a esta tecnologia. Com o intuito de atender a seguinte demanda: descobrir uma forma de controlar o estoque de mercadorias nas lojas que vendiam os produtos da marca.

A ideia

Em 1999, Ashton  teve um insight: incorporar microchips aos produtos da P&G, assim ele poderia saber se os itens haviam sido vendidos ou se estavam em falta nas prateleiras. Dessa forma, ele idealizou um sistema de sensores que poderiam conectar o mundo físico à Internet.

Logo, sabemos que quem deu o ponta pé inicial para esta tecnologia foi uma empresa inglesa.

Então, por que citamos Kevin Ashton?
Porque, ao apresentar sua ideia aos executivos da P&G, ele “batizou” sua apresentação, chamando-a de: Internet of Things.

Segundo Kevin Ashton:

“O fato de eu ter sido provavelmente a primeira pessoa a dizer “Internet das Coisas” não me dá nenhum direito de controle sobre como os outros usam a frase, obviamente. Mas o que eu quis dizer à época, e ainda considero isso válido, se baseia na ideia de que estamos presenciando o momento em que duas redes distintas – a rede de comunicações humana (exemplificada na internet) e o mundo real das coisas – precisam se encontrar. Um ponto de encontro onde não mais apenas “usaremos um computador”, mas onde o “computador se use” independentemente, de modo a tornar a vida mais eficiente. Os objetos – as “coisas” – estarão conectados entre si e em rede, de modo inteligente, e passarão a “sentir” o mundo ao redor e a interagir”.

Os frutos desta árvore: Os dados

Com esta quantidade de informações sendo geradas nesta última década, aliadas a Inteligência artificial e a Internet das coisas. Logo, criou-se um ecossistema, com uma dinâmica própria.

Pressupõe-se que na IoT não há interação humana, e, na Inteligência Artificial, salvo a primeira inserção, a máquina desenvolve um aprendizado parametrizado, que geram novos dados, que cruzados novamente, geram outro tanto de novas informações ou uma evolução da primeira. Nesta fase já encontramos uma “certa” independência nesta dinâmica, quase uma forma orgânica de estabelecer uma relação, entre “coisas”, parametrizações, análises e o mundo.

Há alguns desafios que devem ser estudados. O desenvolvimento é cada vez mais rápido, os problemas tendem a se acumular. Vejamos alguns pontos:

  • Segurança e proteção desde que tudo esteja conectado e interligado;
  • Análise de Big Data tem papel fundamental;
  • Integração de dispositivos para transferir todos os dados críticos, que também podem apresentar problemas.

Como garantir a segurança das novas informações?

“Alguém estará apto a hackear a sua torradeira e, assim, ganhar acesso à toda a sua rede?”

Parece um comentário absurdo, até divertido, mas aonde está o limite? Sanando estas questões e tomando as rédeas deste processo, conseguimos perceber a riqueza de todos esses dados. Temos oportunidade de melhorar a vida das pessoas e do planeta através de ações geradas a partir desta condição.

Aplicações práticas da Internet das Coisas

Um exemplo vale mais do que mil palavras. Estamos totalmente envolvidos pela IoT, o único “detalhe” é que não sabíamos o nome. Das aplicações mais cotidianas, passando pelo urbanismo,  saneamento , área médica, em tudo que for “uma coisa”, seja capaz de emitir e receber sinal, não interessa o que é, mas uma “coisa” sabemos, faz parte desta família.

Comecemos dos mais corriqueiros:

  • Celulares;
  • Tablets;
  • Computadores;
  • Notebooks.

Automação residencial, e quaisquer outras:

  • Pulseiras que funcionam como cartão de crédito;
  • Smart TV.

Apple watch:

  • Sistemas de iluminação com luzes que acendem e apagam automaticamente;
  • Rastreador de frotas de veículos;
  • Geladeiras que gerenciam a “quantidade” de comida no seu interior. Sendo capazes de gerar listas de compras;
  • Fones de ouvido para monitoramento de exercícios.

Estes objetos são exemplos clássicos de dispositivos conectados que integram a Internet das Coisas.

Em geral, se um objeto é um eletrônico, ele tem potencial para ser integrado à Internet das Coisas. Essa tecnologia é aplicada com grandes propósitos também, como o bem-estar das pessoas e do mundo.

Aplicações para o bem-estar:

Cidades mais inteligentes:

  • Controles digitais para irrigação de jardins públicos;
  • Sensores para controle da iluminação pública, tanto de presença quanto de luminosidade;
  • Indicadores de vagas.

Agricultura mais eficiente:

  •  Imagens aéreas geradas por drones com sensores de qualidade de solo;
  • Sensores nas plantações que podem indicar: radiação solar, direção do vento, pressão barométrica e o PH das espécies.

Conectando pacientes e médicos:

  • Sensores conectados também já são utilizados para monitorar pacientes: batimentos cardíacos, pulso e pressão sanguínea dos pacientes tanto nos hospitais quanto em casa;
  • Também ajudam a controlar epidemias, como a de ebola, com aparelhos que medem indicadores de risco nas pessoas infectadas. Com a transmissão de dados via Bluetooth, a interação humana foi restringida, assim ajudando no controle da propagação da doença.

As possibilidades são inúmeras, a Internet das Coisas está transformando nossa relação com a tecnologia, em uma relação orgânica, onde as informações são recebidas e enviam um determinado feedback, que retornam a origem, transformadas em outras informações, sendo capazes de agregar valor e um ciclo intermitente, desde que o mundo seja dinâmico. Alterando totalmente nossa interação com o mundo e permitindo que o “mundo das coisas” interaja conosco.

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